O Cartão Nacional de Saúde (CNS) como Instrumento de Analise Mercadológica da Demanda Feminina na Assistência Ambulatorial.

Sonia Francisca Monken, Cesar Augusto Biancolino, Emerson Antonio Maccari

Resumo


No setor da Saude, muito embora exista uma defasagem temporal em relaçao aos demais setores da Economia, no que diz respeito à Tecnologia da Informação, o Brasil tem tomado frente de um processo de modernização no gerenciamento da informação no sistema de Saude , com o objetivo de melhorar o entendimento do perfil da população assistida nos diversos equipamentos de assistência. O exponencial aumento na quantidade de dados a serem gerenciados, no número de profissionais que controlam os processos e nas demandas para acesso em tempo real, propiciaram a definitiva implementação do Cartão Nacional de Saúde (CNS) como um instrumento estratégico de geranciamento da atenção médico-hospitalar, na tentativa de fornecer mais dados com menor custo. O presente estudo utiliza o CNS para traçar o perfil da demanda feminina em uma Unidade Básica de Saúde, no interior do Estado de São Paulo. Considerou-se como maiores usuárias aquelas, cuja frequência de utilização ultrapassou a média de consultas per capita de 1,91 no ano padrão (5,82), assim, foram consideradas das 25243 usuárias, como população alvo 621 mulheres.As características Socioeconômicas e Culturais (SEC´s), foram correlacionadas em análise quali-quantitativa. Utilizou-se Análise Fatorial Exploratória, para definição das dimensões de interferência. Inferindo-se que as mulheres situadas na dimensão (4%) vivem absolutamente sozinhas ou na sua maioria (52%) tem a Situação Familiar Restrita a uma Convivência Solitária ou Acompanhada de Indivíduos. Recomenda-se pois um olhar mercadológico sobre a oferta de serviço de saude a partir da categorização do usuários , atendendo suas necessidades e expectativas.

DOI: 10.5585/rgss.v1i2.37


Palavras-chave


Gerenciamento e UBS; Marketing; Política de Saúde; Cartão Nacional de Saúde.

Texto completo:

PDF

Referências


Almeida ES, Castro CGJ, Lisboa Distritos Sanitários: Concepção e organização. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo; 2002.

Brasil. Ministério da Saúde. Norma Operacional Básica – SUS nº 1/96. Diário Oficial da União, Brasília, 1996.

________ Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: IMESP; 1988.

________ Ministério da Saúde, Normas E Manuais Técnicos, Nº 16, 2001.

Fitzsimmons JA, Fitzsimmons MJ. Administração de serviços: operações, estratégia e tecnologia de informação. Trad. de FJ Soares Hörbe, SR Santos, FB Leitão, GS Borba, MS Torres, MAV Borges e NB Barbosa Jr. 2ª ed. Porto Alegre: Bookman; 2000.

Gallo, R., Monken S.F Sistemas de informação de marketing no setor saúde: aplicabilidade do gerenciamento do relacionamento do cliente, UNIrevista - Vol. 3, n° 1 , 2006

Goodman, K. W. Ethics, information technology, and public health: new challenges for the clinician-patient relationship. In: Symposium - the effects of health information technology on the physician-patient relationship. Journal of Law, Medicine & Ethics. Spring, 2010.

Harald, W .Innovation Networks in Logistics. Management and Competitive Advantages , International Journal of Innovation Science. Volume 3 • Number 4 , 2011

Kotler, P. Bowen, J. T, Makens, J Marketing For Hospitality & Tourism, Prentice Hall, 2009

Levy S, Cardoso IFR, Moreira, LLS Educação em Saúde, Rio de Janeiro, Fiocruz, 2001

Lovelock CH, Wright L. Serviços: marketing e gestão. Trad. CK Moreira. São Paulo: Saraiva; 2004.

Monken, S.F . Databasemarketing como instrumento de marketing direto no atendimento às exigências do mercado de Saúde. São Paulo; 1998.[Dissertação de Mestrado- Universidade Presbiteriana Mackenzie].

____________. Um Olhar Mercadológico Sobre a Estratégia do SUS, Universidade de São Paulo, 2005

Portaria no. 940, Legislação Federal , Diário Oficial da União , 2011.

Stevenson, W. J . Estatística aplicada à administração. SP: Harbra 1987.

Valle, A. B. (et. al.) Sistemas de informações gerenciais em organizações de saúde. Rio de Janeiro: FGV, 2010.

Wright , G.H , Taylor, A. Strategic Partnerships And Relationship Marketing In Healthcare, Public Management Review , Vol. 7 Issue 2 2005




DOI: http://dx.doi.org/10.5585/rgss.v1i2.37

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

Rev. Gest. Sist. Saúde
e-ISSN: 2316-3712
www.revistargss.org.br