Novos modelos de Planeamento e Controlo de Gestão nos Hospitais Públicos Portugueses

Carla Mesquita, José Freitas Santos, Amélia Ferreira da Silva, Anabela Martins Silva

Resumo


A Nova Gestão Pública assenta no pressuposto de que as organizações de setor público, geridas dentro do paradigma burocrático, tendem a ser entidades estáticas e ineficientes. Consequentemente, existe toda a vantagem em transferir para o setor público o modelo de gestão empresarial, tido como intrinsecamente mais flexível e eficiente.
Nas organizações hospitalares públicas portuguesas, a institucionalização da ideologia da Nova Gestão Pública manifestou-se, sobretudo, na reforma de 2003, através do processo de empresarialização da rede hospitalar pública. Neste contexto, o planeamento estratégico e os instrumentos de controlo de gestão adquiriram uma grande importância na definição, negociação e controlo dos objetivos e metas financeiras, económicas e de gestão clínicas.
Procurando identificar como se desenvolve o processo de planeamento estratégico no hospital e quais, como e porquê são utilizados determinados instrumentos de monitorização, desenvolvemos uma investigação qualitativa e exploratória, baseada numa amostra intencional de quatro estudos de casos. Apesar de diferentes realidades técnicas e clínicas, os hospitais analisados partilham o mesmo contexto e apresentam evidências de práticas isomórficas.
Este estudo é de grande utilidade para os decisores políticos e para os gestores hospitalares e, além disso, contribui para a transferência internacional de conhecimento sobre um tema de preocupação crescente e comum às sociedades desenvolvidas.

Palavras-chave


Planeamento estratégico. Controlo de gestão. Hospital. Nova Gestão Pública. Análise Qualitativa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5585/rev.+gest.+sist..v7i3.414

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